CRISES E CRISÁLIDAS: algo de novo há de surgir!
   JOGADORES EM CAMPO

 

Tática e estática 

Desportistas e políticos sem posição definida. Nem à esquerda nem à direita. Qual o proveito do quadrado mágico dos “cobras” na copa dita da saúde?  Como está o quadro da desdita da saúde com os aproveitadores  “chupa cabras” , entre tantas mágicas de gatos, de cegueira do povo e de chefes malandros?  Lembro do Gato Félix, do  Mister Magôo e do Manda Chuva, personagens de desenho animado na TV.  Este era um simpático ceguinho que pensava enxergar muito bem, tropeçando, caindo e levantando sempre. O Gato resolvia as situações mais difíceis com suas ferramentas inusitadas. E o Manda Chuva, também gato, tinha um bando para fazer malandragens. A situação é esta mesma: o que  se pode observar com clareza e o que não é possível ainda ver. Quem é o bando ou o time e o real manda chuva. Como obter ferramentas para criar a tática de escolha na política e no futebol, usando a estática para estudo do equilíbrio dos corpos sob a ação de forças, nas duas campanhas. Às vezes, nem a tática ou a estática muda alguma coisa em qualquer campo. Faltam quadros embora haja tentativas isoladas. Parreira, uvas e raposas. Às vezes, as uvas parecem verdes. Passa-se por elas e não as vemos ou as desconhecemos.

Problemas na posição, devido ao excesso de pressão?  Vamos esclarecer a situação: somente o resultado interessa, ou, é a campanha toda que se quer criativa e que se deseja prazerosa? Atenção: na partida com o Japão, que acabou agora, tivemos resultado e criatividade. De hora em hora o Brasil sempre melhora!

   

Telefones musicais 

Os políticos possuem seu jogo e os desportistas adotam uma política. Em ambas as categorias, os jogadores  podem ser caracterizados como telefones: fixos ou móveis. Existem dos dois  tipos nos campos. Os plantados, há tanto tempo, que nem se movimentam mais e sabem que estão garantidos na seleção, por hábito ou mérito atribuído pelos que os escolhem. Os móveis ou celulares, encontrados nas mais variadas posições, deslocados com rapidez, mais leves e fáceis de serem levados. Cumprem inúmeras funções e participam de células variadas, recebendo e disparando torpedos. Ficam no banco ou em qualquer pasta, desde que ali colocados, estão sempre prontos quando chamados.  Do ponto de vista musical, podem ser agrupados ainda como jogadores populares ou clássicos.  Pressões são feitas sobre os mais populares que também podem ser os clássicos. Lembrando o Dicionário do Aurélio: “Clássicos são aqueles  famosos por se repetirem ao longo do tempo e Populares são aqueles agradáveis ao povo e que tem as simpatias dele.”  Muitos craques e políticos apresentam as duas  características. A história não nos deixa esquecer Pelé e Garrincha; Vargas e JK.  

 

Naturalmente fabricados 

Psicologicamente e fisicamente são  triturados  pelas pressões de alguns, que  buscam transformá-los de ídolos clássicos-populares em líderes, ou, até em heróis, quando não em bandidos. A extração de uma categoria para outra é feita a fórceps, o que pode danificar cabeças e corações. O ídolo representa o símbolo de uma preferência popular. Um líder é identificado pela capacidade de aglutinação das pessoas em torno de funções, relações, ou idéias. Nem todo o ídolo é líder. Líder não precisa também ser ídolo. E o herói, diferente de líder ou ídolo,  é uma pessoa extraordinária por seu valor e magnanimidade, devido a suas ações e atitudes. Os três devem cuidar para não serem sacrificados nos diversos campos do jogo coletivo da vida. Dependendo de como são envolvidos na história, podem se tornar bandidos. Suas trajetórias são naturalmente diferentes e não podem ser artificialmente fabricadas, seja na política ou futebol. Dar ao ídolo o que é do ídolo: Aos ídolos Ronaldos o que é dos Ronaldos; a Kaká o que é de Kaká; idem a Dida e a todos os  “Césares” (de Augusto a Adriano na Roma antiga).

E onde estão os líderes no campo da política, no Brasil novo? O que se dará a eles se forem localizados? A seleção na eleição de outubro.

E aos heróis? Nossa lembrança na história.

E quando os jogadores brasileiros conquistarem a Copa? Esquecemos tudo e vamos às ruas saudar nossos ídolos - heróis e o líder Parreira.  Será que não? Eu quero ver.

 

 



Escrito por Corina às 16h43
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