CRISES E CRISÁLIDAS: algo de novo há de surgir!
   O BRASIL SÓ CAMPEOU E TRUMBICOU-SE

 EM TRÊS PARTES  

   primeira parte

 

O “coach ar” com grilos na cabeça

 

Brasil campeou e não teve tempo de ser feliz.  Ao campear, andou pelo campo à procura de alguma coisa, sempre a vagar. Os jogadores vagaram à procura da bola e à procura dos outros jogadores. A equipe não se equipou. O time foi tímido. Não houve comunicação em campo. Quem tardou e falhou, desta vez, foi o bando de jogadores isolados, que não encontraram... nem a redonda, apesar do quadrado mágico, nem os colegas para fazerem os passes. Quem tardou e falhou na estratégia foi o “professor” que não educou, além de treinar. Passou-se o tempo e o grito de Hexa ficou preso na garganta do brasileiro. Perdeu-se a taça e  o copo, ou caneco, ficou cheio de cerveja na Alemanha. Não vamos cuspir no copo em que se bebeu cinco vezes. Na sexta vez, com a taça, teria sido o máximo. Mas não deu, nem para o mínimo, aquele do salário: pequeno desempenho com muito empenho para não acabar logo. Logo acabou a Copa. Qual a lógica? É triste, mas não vai acabar nem com os jogadores nem com o povo. Os jogadores ganham bem, aqui e acolá, antes e depois, em suas tantas seleções. O povo continuará  a campear, eternamente, à procura de ídolos e líderes, aqui e acolá, antes e depois das eleições. Já sabemos que a vaca foi pro brejo. Até agora, no futebol. Comer sapos para não beber a lagoa toda, já estamos acostumados, tanto no esporte quanto na política. “ Sem o coaxar dos sapos ou o cricri dos grilos, como é que poderíamos dormir tranqüilos a nossa eternidade? ” Ah! que saudades de Mário Quintana em seus Esconderijos do Tempo. Esconder-se do tempo nunca foi possível. O tempo passou, com algumas posses de bola e com poucos passes de finalização. Com muitos grilos na cabeça, afinal, pergunta-se: porque não foi possível ter sucesso na campanha? Outros perguntarão a mesma coisa após as eleições. Mas seleções, onde apenas alguns são eleitos, sempre existirão, aqui e acolá. A Copa continua, é a mensagem da tv, com “cobras e lagartos” em comentários de esporte e nos capítulos da novela. A novela da Copa deve continuar. O show não acabou. Patrocinador, programa de esporte, público, publicidade... Para Tudo há um preço. Quem vale agora o apreço do brasileiro? Portugal e sua família  Scolari, a escola de nosso ex coach, com as saudades de todos. E ao falarmos d`escola, podemos colocar na balança o peso dos erros para aprender com eles.  As coisas estremecerão um pouco e vão balançar, mas nem tudo que balança cai.  Balançará o coach dos canarinhos? 

 



Escrito por Corina às 12h44
[] [envie esta mensagem] []


 
   O BRASIL ZI DANOU-SE CHEIO DE TALENTOS

segunda parte

 

Eternidade não é documento

 

Olhando-se o arder da fogueira das vaidades o tempo todo, vamos tentar um balanço dos aprendizados, sem procurar queimar ninguém. Refletir sobre o que aconteceu, como milhões de observadores, coaxando desde o brejo, junto com sapos e vacas, sagradas ou não.  Apenas diminuir os grilos em nossas cabeças, depois da queda, que não foi da Bastilha, e aprendendo sem gana alguma. Valores individuais não fazem mais a diferença. No máximo, enfeitam uma equipe. Bonito, um canarinho só não faz, verão!  Em qualquer estação do ano, educadores sabem que competência técnica tem que estar junto com atitude. Empenho e desempenho juntos, irremediavelmente. Cabeça clara, pé em prontidão e coração com calor. Estar junto não quer dizer um grupo de pessoas ao lado uma das outras. É necessário compartilhar, é essencial colocar a bola em jogo. Querer aparecer individualmente, em nome da fama, só em momentos brilhantes, “jogar para a torcida”, desarma e desarticula o time. Armar jogadas é importante e para isso existem os treinos. Jogar com amor é essencial nas partidas pra valer.  Golpe de sorte é sempre aleatório, mesmo que Deus seja brasileiro. Ele não joga, mas fiscaliza há muito tempo. Uma eternidade!  Idade não é documento, quando existe jovialidade e ânimo.

 

Show de celebridades ou banco de talentos?

 

Parece ser desejado que ao final de carreira a pessoa enfraqueça seu desempenho. Zidane mostrou que isso é preconceito entre gerações. É por isso que se diz que alguém deve pendurar as chuteiras? De todas as cores? Pretas e amarelas? Jogadores que amarelam, são os mais velhos, ou aqueles  pressionados pela tática  de erro zero? Isso é conformidade para máquinas e produtos. Gente, processo, serviço e arte são diferentes pela natureza. O Brasil ‘zi danou-se” porque tanto os novos, quanto os mais experientes, não se empenharam igualmente. A seleção trumbicou-se porque não se comunicou com afeto. Afetaram-se uns, individualmente, como “Celebridades”, que até já saiu do ar. Num time, não pode haver celebridades, é preciso cérebros, técnica, arte e paixão. Na escola, na empresa e em campo. Faltou isso, falhamos na harmonia do conjunto. Esperava-se que o time fosse aprovado por média e desse aula na academia de futebol. O que ocorreu foi a reprovação. Houve acompanhamento e avaliação para corrigir e melhorar o desempenho? Foi escalado, talvez, um grupo que levaria a bandeira, sem mudanças, com sucesso garantido pelas biografias individuais. Hoje, entre nós, pela experiência política, a história passada não conta tanto. O presente faz o futuro. Se o professor elege alguns alunos para serem os sucessos e demonstra isso em suas atitudes, a motivação dos demais diminui ao extremo e diminui a afetividade entre todos. Passar a bola para os companheiros, enfrentar as barreiras dos competidores, superar os obstáculos em campo, é missão dos que jogam na escola da vida e do futebol e pode garantir o sucesso. Como trabalhar com o sucesso, sem pressionar?  É preciso coragem, flexibilidade e humildade para fazer o que é necessário: mudar. Em time que não está ganhando se mexe. Até no que está ganhando. É assumir que todos podem vir a ser parte do sucesso da equipe, se forem dadas oportunidades. Não cultivar vaidades e ao mesmo tempo estar ciente de que sucesso é um momento, é passageiro, não se acumula em banco, muito menos de talentos. Para uma boa gestão, busca-se contabilizar e valorizar os desempenhos de todos, com suas melhores competências para harmonia no coletivo e treina-se, desenvolvendo sempre para superar as dificuldades do grupo. Então, o sucesso poderá  ocorrer.



Escrito por Corina às 12h35
[] [envie esta mensagem] []


 
   O BRASIL CAMPEOU, TRUMBICOU-SE E ZIDANOU-SE TODO

terceira parte

 

Do sol nascente ao serviço à francesa

 

A lógica matemática, aplicada à educação de talentos humanos, demonstra que as competências individuais são somadas e multiplicadas, se articulam e se combinam no time, aumentando a potência do desempenho coletivo. As dificuldades devem ser divididas para diminuir a sensação de isolamento e obter o fracionamento dos problemas pelo conjunto. Quando não se sabe o que fazer em campo, a escola nos ensina que é para chutar. Só se chuta quando o erro não incomoda. E de repente, se acerta no alvo, no goal. O time tímido, com medo de errar, já é roubada certa. Quem rouba a jogada do outro porque se julga superior, já teve um desempenho inferior e não cooperou com sua equipe. Quem não está à vontade em nova posição, precisa ter espaço para fazer suas jogadas usando o melhor de seu talento. Estatística e superstição tiveram um espaço enorme na campanha.  Estatística quando é usada sobre os indivíduos para projeções e previsão de recordes está mais para Guiness do que Esporte. Mais atrapalha do que ajuda em campo. Chutes de gurus, presságios e pressentimentos, amplificados pela mídia, também entram em campo na mente dos que estão competindo. A sensação de perda, o medo da crítica, paralisa, traz apatia.Tal ocorre em vestibulares e em campeonatos. O suporte psicológico é vital para diminuir os efeitos do estresse acumulado. A escola do Felipão tem esse apoio para a vibração em conjunto. Para nós, faltou coração, tesão e o ânimo de ser brasileiro. Comemorar momentos é importante. Recordar na memória, em conjunto. Celebrar todos, não somente as celebridades, que se esvaem no tempo. Muito tempo fora do Brasil pode levar à aculturação e perda do espírito coletivo? Cabe uma pesquisa a respeito. O que sentimos é que não foi um time brasileiro, como conhecíamos, que campeou, campeou, e perdeu o campeonato mundial de futebol. A tônica da campanha na Copa foi sem vibração, treinos à parte, com maior brilho.  Ao passar pelo sol nascente, parecia que alguns raios de esperança haviam brilhado, porém só restou à nossa seleção despedir-se à francesa. Au revoir! Até 2010!



Escrito por Corina às 12h09
[] [envie esta mensagem] []


 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]  
 
 



Meu perfil
BRASIL, Sul, Mulher, Arte e cultura

HISTÓRICO



OUTROS SITES
 Fotos, poemas e nuvens
 Ação Coletiva
 Alquimia da vida: o autoconhecimento em sua transformação por CARLA RAMOS
 EIFLER, Roberto: literatura pós-moderna
 Ria Rindo (junto com Fernando)
 Tomáz Antonio Gonzaga: poeta e crítico do social
 Assuntos atuais na visão de Nika
 UOL - O melhor conteúdo


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para meu blog!