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POLITICANÁLISE: ARMA, ARMADILHA, ARMAÇÃO
Inspiração Freudiana e surtos eleitoreiros
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"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons" (S. Freud) |
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No horizonte, outra crise apontou. Desapontamento da sociedade que pergunta: outra vez? Por aqui, está vezeiro certo tipo de acontecimento. Vazam informações, criam-se histórias e despontam personagens. Histórias com nomes desconhecidos e nomes conhecidos e até reconhecidos pela história. Personagens surgem, novos e velhos, porém continuam desconhecidos ainda os fatos. Fatais argumentos surgem, enfáticas e espalhafatosas personagens entram e saem de cena. Cine-teatro da vida real: alguns insurgem e surtam. Tudo dramático e de uma vez. Por vezes, situações quase psicóticas: idéias fixas e obsessões. Um dos personagens recentes pode inspirar, fixamente, um momento proveitoso para análise. O indivíduo analisado revela-se e pode-se transformar, caso aproveite bem a teoria e a prática de Freud. Se dói, ou não dói, pouco importa. Doa a quem “duela”! Numa “politicanálise”, o paciente ou candidato poderá ser atendido mesmo fora do divã. Divagações pessoais ajudam no entendimento do atual e complexo contexto. É possível tentar entender a complexidade, sem personalizar um paciente em particular. O “paciente” e seus complexos, qualquer que seja o “candidato” escolhido pelo leitor. Leia-se também “partido” como “família”. Sem conotações com máfia ou outras divagações. O convívio na família, com suas regras, ou na ausência delas, sempre afeta o paciente candidato. No contexto afeito, a análise da família revela a não existência de padrões éticos de comportamento. Vale tudo para conseguir os objetivos pretendidos. Talvez, menos objetivos, e, mais, desejos, e, algumas vezes não confessáveis que geram surtos recorrentes. Surto pode ser definido como desejo intenso, ambição, cobiça, segundo o dicionário do Aurélio. Onde estão os planos e projetos dos pacientes e candidatos nas famílias e partidos, com o objetivo de construir melhores relações com os pais ou País? Desejos traduzem aspectos individuais, presos ao ego através de vaidade, poder, egoísmo. Podem levar à corrupção, a pegar em armas, criar armadilhas ou fazer armação.
Qual a terapia para mudança?
Corrupção está largamente presente nas ultimas lições aprendidas e serve para decomposição da ética. Armas são apreendidas nas liças em fronteiras, transportadas por homens e mulheres, e servem para matar. Armadilhas são proibidas em nome da proteção ao meio ambiente e servem para capturar animais em extinção. Armação é coisa arranjada para parecer o que não é. É trapaça. É violência, assim como armas, armadilhas e corrupção. Há violência real na sociedade e também simbólica. Armas podem ser usadas para matar credibilidade e dignidade. Armadilhas para capturar, no passado ou presente, fatos para extinção de pessoas. Armação feita de papel: dossiê de uns contra outros: um monte de papel e um baita papelão! Arma, armadilha, armação. Por que os “pacientes” e suas “famílias” não preparam planos e projetos para a construção do novo? Parar de construir novos bodes expiatórios que assumem, mas somem, em seguida. Através da terapia, são realmente identificados aqueles que recebem a culpa das coisas erradas que acontecem na “família”, qualquer que seja ela. É possível que os partidos estejam fragmentados, repartidos e perturbados com os erros cometidos. O grau de perturbação analisado revela muitos complexos na estrutura da “família” do “paciente”. Mediante a análise das crises vividas, a terapia pode gerar um plano para superar os erros. Mas quando isso irá acontecer? Não se tem descanso, nada é superado, não se avança. Estamos cansados de tantas armações, armadilhas e armas. Será um carma potente e coletivo que tem de ser vivido pelo Brasil? Impotente fica o povo diante de tanto descuido. Temos de cuidar dos surtos que se repetem. Não esquecer e tratá-los numa terapia de análise eleitoral ética.
Escrito por Corina às 11h57
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