CRISES E CRISÁLIDAS: algo de novo há de surgir!
   CADA MACACO NO SEU GALHO

                                     

A briga dos ventos

A floresta está agitada. Árvores e macacos se balançam e não sabem ainda para que lado vai soprar o vento. Tem vento jurídico e tem vento legislativo. Parece que cada um sopra para um lado diferente... Macacos geralmente escolhem seus galhos, sem muito conhecer da árvore. Discute-se na floresta se é tempo de aceitar a dança incessante entre as árvores. Pulam daqui para lá. Pulam de volta, inquietos. É hora de pensar no tempo da escolha dentro da floresta? Parece que sim. Macacos, sempre existirão. As verdadeiras árvores são pouco reconhecidas pelos que as escolhem. Sementes plantadas nem chegam a vingar. As escolhas dos macacos, de todas as origens, são as mais diversas.

Escolher para quê?

Escolhem a árvore porque é alta e podem espiar lá de cima, ou, porque a árvore parece forte e não vai quebrar tão cedo. Ainda porque tem muitos galhos e todos podem se acomodar bem, ou, porque o número de macacos é pequeno e não haverá muita sombra. Depois que eles se fixam numa árvore, até agora, é possível, livremente, se atirar para qualquer lado. Até das árvores que estão do lado esquerdo da floresta para as que estão à direita. A trajetória é livre. Porém diz o povo sábio da floresta que não existem mais árvores na esquerda ou na direita. Parece que existem as que estão no alto ou em baixa, por dentro ou por fora.

Tempos e movimentos

A ficada de cada macaco na árvore é tão rápida que pula, mesmo sem experimentar os frutos.Os macacos cobiçam comer os frutos de outra árvore e pouco se importam com a árvore escolhida antes. Serviu apenas de trampolim.  “Pula macaco, não sei pular. Pego no chicote, eu pulo já!” Só pensam na eleição da nova árvore. Esquecem que para amadurecer é preciso dar tempo para a estação certa. Com imensa fome, pulam de galho em galho, de árvore em árvore. Com chicote ou sem chicote, se movimentam agilmente, não importando seu peso. Com maior peso ou menor peso, eles se sacodem e se agitam. Diz o povo sábio da floresta que há árvores que precisam de mais macacos pesados e até macaquinhos para se manter na floresta. Quando o vento é muito forte, cai até a árvore. Se os galhos se sacodem, por qualquer razão, os macacos com as barbas de molho preferem pular para outra árvore, rapidamente, sem sentimentos de culpa. Algumas vezes conseguem apenas uma banana. Mas é o risco de pular antes do tempo.

Árvores na floresta

O povo da floresta está cansado de olhar os macacos pulando daqui pra lá e de lá pra cá. As árvores deveriam ser cuidadas por aqueles que realmente plantam as sementes. Os outros, que chegam e pulam, de acordo com o vento ou com a banana mais madura podem ficar de fora. Semeador que deseja que o povo da floresta fique mais sábio, faz a diferença. Gente faz a diferença. O povo da floresta precisa de gente pensando, semeando, e, não só de macaco pulando. Que cada macaco fique no seu galho pelo que a árvore representa na floresta. O que deve importar para todos que aqui habitam é a visão da floresta toda, enquanto ainda existe floresta. Gente tem de cuidar do desmatamento e do aquecimento exagerado. A sobrevivência do povo sábio da floresta está no ambiente inteiro, a partir do cuidado com o meio –ambiente. Vivam aqueles que sabem escolher sementes e plantar para que as árvores cresçam fortes.

 



Escrito por Corina às 13h27
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