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BRASILOUROS NA OLIMPÍADA
AMARELAMOS, MESMO?
O Brasil colheu louros nesta Olimpíada. Podem falar que era esperado mais dos atletas, que não foi excepcional o desempenho dos preferidos e que os brasileiros amarelam. E ainda bem que amarelam! Amarelar é correr da raia por medo, mas é também amadurecer. Só amadurece o que amarela, depois de verde. Amarelo e Verde foram cores presentes nos uniformes de vários países, assim como também o Azul. Nenhum brasileiro “azulou” ou fugiu. O que se viu foram brasileiros e brasileiras correndo na raia, e não da raia. Atletas levantando, caindo, sentados, ajoelhados, de olhos abertos, correndo, pulando, assustados ou fascinados, sorrindo e chorando, abraçando-se, saudando filhos recém nascidos no Brasil, beijando o pódio... Viveram, e, por isso, verdadeiramente, amarelaram. Amarelar é conseqüência cármica. Acontece como fruto, efeito, de nossas ações. Todos que competiram amarelaram porque cresceram. Seja por alegria ou por tristeza. Ambas nos acompanham na vida. Uma de cada vez. Sofrimento e felicidade são estados de espírito que a gente tem se há o apego excessivo aos momentos de alegria ou de tristeza. Atletas precisam se desapegar de lembranças e viver o presente, apesar da mídia insistir em entrevistas que buscam recordar de competições passadas, com momentos de maior tristeza. Será este o gosto dos que assistem e torcem pelo sucesso dos atletas? Duvido. Na vida, o sucesso vem após sucessivas tentativas. Comemoremos todas as tentativas! Horas e horas de esforço pessoal ou coletivo recompensadas por uma boa performance, com ou sem medalhas. Se mulheres e homens verdejaram, azularam, amarelaram, ou tiveram um branco na hora agá, tudo é Brasil. É a nossa bandeira. São as nossas cores.
CORAÇÃO DE ATLETA
Se nos pincelamos de bronze, nos prateamos sob a lua ou nos douramos ao sol, pouco importa. O que importa é o coração brasileiro. É dar cor à ação. Os nossos atletas deram muita cor à ação. Prata e bronze não são medalhas de consolação: também são louros de vencedores. Que a mídia possa entender isso para não sacrificar alguns. Não é hora de expiações. É hora de estímulo e cooperação para investir no esporte. Semear, plantar e depois colher em quatro ou oito anos. Já temos muitos atletas de alto nível. Alguns mostraram que nem tudo que cai na rede é peixe: pode ser uma bola prateada que balança o fundo da rede, no campo delas, ou, uma bola de bronze que sacode a rede deles. Bolas de bloqueio de rede pelas meninas douradas e pelos meninos prateados da quadra. Os saques dos meninos prateados e bronzeados da praia, sob o sol ou água que cai do céu, em Pequim. Nem sempre a água cai do céu, às vezes é o cielo que mergulha na água, com ares de imperador romano. Deu-se a César o que era de César, e ele nos deu a bonita imagem do nosso Hino cantado com lágrimas de superação, sendo aplaudido em pé por todos, no primeiro ouro que o louro conseguiu, depois do bronze. Muita colheita de louros e triunfos pelo Brasil, embaixo d’água e também por cima. Meninos e meninas conseguiram usar o vento a favor. Eles, na categoria star (que precisava, por coerência, ser prata) e elas na regata, provando o valor da mulher brasileira, bronze, que luta e planeja para conseguir seus objetivos. Em outras lutas, acompanhamos movimentos fortes e vigorosos, numa sintonia perfeita, no judô bronzeado dos meninos e da menina, que colocou nos “quadros” a primeira medalha feminina do Brasil. O taekwondo revelou mais uma mulher de bronze, guerreira e amante da ciência do esporte. Bronze, na gíria lusitana, é mulher bonita, atraente, segundo o Aurélio. Assim como as brasileiras vencedoras. Com licença de todos os meninos vitoriosos, esta Olimpíada de Pequim foi uma grande conquista da mulher brasileira. Mulheres que abriram caminhos para um novo tempo do esporte, em modalidades pouco valorizadas em nossa cultura: atletismo, vela, judô, taekwondo e mais uma vez, elas confirmaram seu valor no futebol e no vôlei. Mulheres jogaram, lutaram, saltaram, tropeçaram na trajetória por varas desaparecidas misteriosamente, enfrentaram obstáculos, caíram e levantaram, voaram “maggicamente” em saltos seguros e belos. Uma beleza plástica que nos deu mais sorrisos e lágrimas de ouro com beijo no degrau do pódio. Encontros emocionados entre atletas e técnicos. Pessoas, amigos, profissionais e familiares lembrados que participaram das campanhas pessoais e foram importantes para elas e para eles. Portas foram abertas. Somos um País feliz porque os louros são colhidos por atletas de cores e raças diferentes. De um sexo e de outro. Do masculino ao feminino, todos competem, muitos se desafiam, outros enfrentam imprevistos e alguns vencem. Esse é o ciclo dos esportes, quaisquer que sejam as modalidades. Dos mais conhecidos, aqueles que são produtos de consumo e de exportação, aos menos falados, mas nem por isso de menor valor. Todos estão na Olimpíada.
LIÇÕES DE PEQUIM
O que podemos aprender, coletivamente, com essa experiência? O que Pequim demonstra, hoje? Parece que se descobriu que o físico, a mente e o espírito são unidades interdependentes do ser humano e que devem ser tratados de modo integrado pelos atletas. Que é necessário incentivar e investir em modalidades diversas de esporte, valorizar os atletas de alto nível e propiciar o surgimento de novos atletas de forma planejada. Como fazer isso? Nas escolas, parques, bairros, clubes, centros de esporte, universidades. Com intercâmbios em outros países, financiamento de estudos científicos aplicados ao esporte, organizando equipes multiprofissionais, aumentando o número de competições locais, aplicando recursos vindos de impostos em projetos sérios que beneficiem os atletas, incentivando empresas no patrocínio aos reconhecidos e aos promissores. E, principalmente, é preciso mostrar aos dirigentes brasileiros que a integração entre Esporte, Saúde, Cultura e Educação é possível, e que bons exemplos podem ser seguidos e adaptados. Hoje, um negócio da China. Amanhã, ao som do Big Ben.... Bem, e mais tarde, quem sabe, com o Cristo de braços abertos abençoando uma nova Olimpíada. Que Deus permita que nossos atletas possam amarelar sempre, lá ou aqui!
Escrito por Corina às 13h37
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PARA ISABELLA: A RAIVA NOSSA DE CADA DIA
DO HUMANO DESUMANO
Estamos diante de fatos humanos. O humano que nos apavora quando escapa a nossa compreensão e nos leva a dizer que alguns agiram como animais. Mas os animais cuidam das crias e aceitam criar até filhotes de outras espécies. Por que o ser humano chega a ser tão cruel em sua natureza?
Reage-se com violência contra os que parecem ser diferentes e nos desafiam, mesmo sem saber. Aqueles que para aceitarmos, verdadeiramente, é preciso que a gente mude alguma coisa dentro de nós. Ou ainda, podemos reagir, violentamente, contra os muito próximos que ameaçam nossa vida de estabilidade. Nossas experiências nos modelam e somos responsáveis pelas nossas ações, com todas as suas conseqüências. Só podemos viver e construir, exclusivamente, a nossa própria vida. Somos seres materiais vivendo experiências espirituais ou seres espirituais vivendo experiências materiais? Sem discutir crenças e evitando a tendência de analisar e julgar comportamentos, desejo extrair do crime bárbaro uma reflexão.
Quero refletir sobre algo que podemos sentir em alguns momentos de nossas vidas, mas que se torna um grande risco ao ficar presente em todos os dias de nossas vidas: a raiva.
ENERGIA DO DESATINO
A raiva corrompe o indivíduo por dentro. Na maioria das vezes, lentamente. Até no popular se afirma que a raiva é surda. Ela não ouve nada quando faz parte da vida de uma pessoa. Ao se transformar em atitude constante, move comportamentos e não escuta. Pode gerar ações desatinadas.
Existe uma filosofia e terapia japonesa: Jin Shin Jyutsu, que vê a raiva como uma força que pode separar a alma do corpo, porque ela cria na pessoa uma energia muito intensa e desestabilizadora. Perde-se a harmonia consigo mesmo e com os outros. É uma atitude rígida que se alimenta e cresce dentro da pessoa de forma descomunal.
A raiva que vem do animal, tipo cachorro, gato ou morcego, e se instala como doença no indivíduo possui vacina. Essa vacina pode curar. E a raiva que vem do humano, daquele que não quer sentir frustração em sua vida, que se revolta ao ser contrariado, que agride ao outro com desatino, que pode se voltar contra si mesmo, que não vê limites para acabar com os obstáculos para conseguir o que deseja... Como essa raiva pode ser tratada? Qual a vacina?
Ouve-se que o contrário da raiva (ódio, ira, grande aversão) é o amor. A vacina para a raiva, então, deveria ser aumentar o amor. Mas como é possível transformar a raiva - um sentimento que desestabiliza e desarmoniza a vida - num sentimento que é em si a mais plena harmonia humana e espiritual? Enquanto existir raiva naquela vida, não haverá espaço para o amor. Existe somente a frustração constante dos maiores desejos, seja ela representada por uma pessoa ou por uma situação, que causa a rejeição total e absoluta. E o amor é, ao contrário, aceitação plena.
PROCURA-SE A VACINA
Usa-se, algumas vezes, a frase: - Estou explodindo de raiva! Aí está a pista para o antídoto se quisermos administrar a raiva em nossa vida.
Qualquer explosão só ocorre depois de um certo tempo e pode ser desativada em seu processo a qualquer momento antes que se efetive na ação. Para isso, existem os profissionais em desarmar as bombas que podem explodir. E quem pode desarmar nossas bombas de raiva? Somente cada um de nós.
A vacina é a Paz-ciência. Ciência da Paz. Se desenvolvermos a paciência como uma atitude em nossa vida, ficaremos cientes de que a situação que está nos frustrando passará no tempo. Nada permanecerá. A criança crescerá e se transformará. Eu serei capaz de mudar se quiser. Minha vida está menos estável hoje, mas amanhã estará mais satisfatória. Meu conforto está diminuído, porém logo mais me sentirei mais confortável novamente.
Hoje estou escrevendo, depois de tanto tempo, porque sinto uma raiva danada, aqui dentro do peito, mas estou desenvolvendo a paciência para aguardar a justiça que se fará no tempo para Isabella. Que outras bombas de violência familiar, através da Paz-ciência, venham a ser desarmadas antes que tanta raiva possa explodir entre nós!
Escrito por Corina às 23h26
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ALÉM DO DNA
uma reflexão a partir da violência e da ambição
um reino diverso e adverso
DNA todos recebem via natureza. São os dados da espécie que dão a primeira caracterização personalizada ao indivíduo. São dados atribuídos, porque não precisamos fazer esforço para obtê-los. Nossos pais o fazem e na maioria das vezes até gozam com isso. É um conjunto de atributos doados pela natureza. Pode-se dizer que DNA são “Dados Naturais Atribuídos”. O DNA do ser humano é até bem parecido com o de alguns animais, segundo o Projeto Genoma. Somos apenas um reino entre outros. Buscamos sobreviver e multiplicar a espécie, com erros de toda natureza. Para conviver é preciso um DHA, ou, “Dados Humanos Agregados”, que são acumulados em nossa história de vida. Vida individual e coletiva. Não é fácil o indivíduo agregar a seu DNA o seu DHA, como uma camada mais interna do Ser. É preciso ajuda externa. Cada um cria o seu Ser Humano a partir do esforço e do aprendizado. A família ajuda e atrapalha, a escola viabiliza e dificulta, a sociedade estimula e bloqueia. Apesar dos fatores adversos, é tarefa de cada um criar seu DHA.
no balanço das horas
É no humano que surge a diversidade, pelas diferentes histórias de vida. A atenção à diversidade, pensada como ponte para aproximar os sujeitos das histórias, não atingiu seu objetivo. Talvez, mais por descuido, e menos por intenção, criaram-se ilhas. As diferenças foram exacerbadas e fecharam os indivíduos entre si. E quando saem é para atacar ou fugir, as duas reações do medo. O balanço da sociedade está entre o medo e a raiva. Vivemos nossas horas, com medo num minuto e raiva no outro. Quando a raiva é maior, há o ataque. Quando o medo é maior, há a fuga. Balançamos, indefinidamente, entre esses dois sentimentos com atitudes mais naturais do que humanas. O discurso da diversidade exacerbou o efeito da exclusão, pelo viés do capitalismo. Quem tem mais, está naturalmente incluído; quem não tem o tanto, sente-se totalmente excluído. Quem tem mais, quer ainda mais por ambição, e quem tem menos quer mais pelo uso da violência. Ambos estão com medo. Ambos estão com raiva. A real exclusão, no entanto, não é coisa de ter mais ou de ter menos. Acontece ao deter o indivíduo, devido aos atributos do DNA e pelas falhas do DHA. Estou sendo excluído quando me barram pela cor da pele, por deficiência visível, pela idade ou pela minha origem - coisas que não posso mudar na minha história de vida. É ação que vem do preconceito, por erro no DHA.
iDEAlizar para conVIVER
Para criar pontes é necessário outro conjunto de dados constitutivos da pessoa: o DEA, “Dados Espirituais Acolhidos”. Urgente se faz que possamos repensar os currículos, o convívio, exemplos, ações e discursos, perdendo o medo da espiritualidade, de viver e conviver dentro dela. Espiritualidade não é convicção religiosa, assim como democracia não é política partidária. Governo, empresas, rede não governamental, e, cada um de nós, individualmente, necessita incorporar à prática, o discurso da solidariedade. Solidariedade, com interdependência e responsabilidade recíproca, tem sentido, hoje, na transformação do mundo, não porque existam diversidade e exclusão, mas porque existe o caráter de unicidade, que é qualidade ou estado do que é único. O espírito, o aprender, a escolha de nossas ações, a consciência de nossos atos e a possibilidade de superação é que temos como qualidades únicas. Os três conjuntos de dados são essenciais para nossa existência na Terra com paz, a partir de nossas essências naturais, humanas e espirituais. Aqueles dados atribuídos pela genética, os agregados pelo nosso esforço e os acolhidos por superação. É urgente acolher dados espirituais em nossas vidas para que os seres humanos naturais não desapareçam daqui a pouco.
Escrito por Corina às 12h56
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CADA MACACO NO SEU GALHO
A briga dos ventos
A floresta está agitada. Árvores e macacos se balançam e não sabem ainda para que lado vai soprar o vento. Tem vento jurídico e tem vento legislativo. Parece que cada um sopra para um lado diferente... Macacos geralmente escolhem seus galhos, sem muito conhecer da árvore. Discute-se na floresta se é tempo de aceitar a dança incessante entre as árvores. Pulam daqui para lá. Pulam de volta, inquietos. É hora de pensar no tempo da escolha dentro da floresta? Parece que sim. Macacos, sempre existirão. As verdadeiras árvores são pouco reconhecidas pelos que as escolhem. Sementes plantadas nem chegam a vingar. As escolhas dos macacos, de todas as origens, são as mais diversas.
Escolher para quê?
Escolhem a árvore porque é alta e podem espiar lá de cima, ou, porque a árvore parece forte e não vai quebrar tão cedo. Ainda porque tem muitos galhos e todos podem se acomodar bem, ou, porque o número de macacos é pequeno e não haverá muita sombra. Depois que eles se fixam numa árvore, até agora, é possível, livremente, se atirar para qualquer lado. Até das árvores que estão do lado esquerdo da floresta para as que estão à direita. A trajetória é livre. Porém diz o povo sábio da floresta que não existem mais árvores na esquerda ou na direita. Parece que existem as que estão no alto ou em baixa, por dentro ou por fora.
Tempos e movimentos
A ficada de cada macaco na árvore é tão rápida que pula, mesmo sem experimentar os frutos.Os macacos cobiçam comer os frutos de outra árvore e pouco se importam com a árvore escolhida antes. Serviu apenas de trampolim. “Pula macaco, não sei pular. Pego no chicote, eu pulo já!” Só pensam na eleição da nova árvore. Esquecem que para amadurecer é preciso dar tempo para a estação certa. Com imensa fome, pulam de galho em galho, de árvore em árvore. Com chicote ou sem chicote, se movimentam agilmente, não importando seu peso. Com maior peso ou menor peso, eles se sacodem e se agitam. Diz o povo sábio da floresta que há árvores que precisam de mais macacos pesados e até macaquinhos para se manter na floresta. Quando o vento é muito forte, cai até a árvore. Se os galhos se sacodem, por qualquer razão, os macacos com as barbas de molho preferem pular para outra árvore, rapidamente, sem sentimentos de culpa. Algumas vezes conseguem apenas uma banana. Mas é o risco de pular antes do tempo.
Árvores na floresta
O povo da floresta está cansado de olhar os macacos pulando daqui pra lá e de lá pra cá. As árvores deveriam ser cuidadas por aqueles que realmente plantam as sementes. Os outros, que chegam e pulam, de acordo com o vento ou com a banana mais madura podem ficar de fora. Semeador que deseja que o povo da floresta fique mais sábio, faz a diferença. Gente faz a diferença. O povo da floresta precisa de gente pensando, semeando, e, não só de macaco pulando. Que cada macaco fique no seu galho pelo que a árvore representa na floresta. O que deve importar para todos que aqui habitam é a visão da floresta toda, enquanto ainda existe floresta. Gente tem de cuidar do desmatamento e do aquecimento exagerado. A sobrevivência do povo sábio da floresta está no ambiente inteiro, a partir do cuidado com o meio –ambiente. Vivam aqueles que sabem escolher sementes e plantar para que as árvores cresçam fortes.
Escrito por Corina às 13h27
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ERA UMA VEZ...
Depois de muito tempo sem escrever por opção. Dando tempo ao tempo... Tempo de crédito às mudanças que poderiam vir. Imaginei crisálidas abertas pelo esforço de novas borboletas surgindo de larvas que pudessem voar e modificar nossos ares. Nem novos ares, nem vôos seguros, nada. Nem pouca mudança, nem mais decência. Só as crises aéreas, da bolsa e das bolsas, se avistam no horizonte. Das aéreas muito se falou e até foi preciso uma enorme tragédia para que viesse à tona muita água nas pistas. Pistas que continuam aparecendo. Cenas de muita indignação e de pouca dignidade no trato com a coisa toda. Todos desejosos de permanecer a qualquer custo. Custe o que custar. Custo que vai aumentar muito, incluindo jovens de mais idade na bolsa. Para ajuda de melhoria na ascensão social. Tomara! Que venham muitos outros. Deus que nos livre tomar os assentos dos que já subiram. Ninguém quer descer ou apear, como diz o gaúcho. A pé, ou motorizado, os que estão embaixo quase sempre não sobem. Deveriam crescer pelo trabalho e estudo. Crescei e multiplicai-vos. A bolsa sobe e desce. A outra bolsa é onde se multiplicam ações que faz crescer artificialmente dinheiro para alguns. As ações necessárias, aquelas que são importantes para o desenvolvimento pelo trabalho e estudo parecem tardar. Mas, estamos, creio, que não tardiamente, espectadores de um processo de revelação. Revelam-se fatos isolados que assumem importância pela ligação entre eles. Sentimentos contraditórios que ligam pessoas que pareciam isoladas. Ações de um certo grau de infantilidade que mostram crianças eternas. Existe a birra, o beicinho, não brinco mais se sair desse lugar. Vou embora mas levo a bola comigo e daí não tem mais jogo. Buú, bah! Eu me escondi e fui descoberto; me aguarda que agora sou eu que vou te pegar... Olha minhas unhas e dentes que vai ter pra vocês! Unhas e dentes, de cachorro, que ataca transeuntes indefesos nas ruas e também de lobo no mato ou nas planícies, savanas, sertões e planaltos. Quando pensamos em lobo, surge na memória o Chapeuzinho Vermelho. Vamos recordá-la em homenagem às crianças de maior idade. A cor do chapeuzinho não importa, nem sei se foi usado chapéu nas ultimas fotos.Vermelho por corar de vergonha é possível, mas esse motivo parece estar fora de moda. Bem, nesta história, era uma, uma, uma, uma vez. Ufa! Muitas enfim... Havia uma loba e um lobista que tinha uma casa. E não havia vovó, somente titio. O titio era de bom partido. A loba parece que atacou e deu o bolo. E o lobista parece que deu bola. E muitas construções sobre a história foram se fazendo, incluindo a carta. Bem na véspera das decisões maiores sobre o final da história, surge a carta e lembra do horror da cestinha da loba. Loba má? O que há dentro dela? Uma caixa de Pandora, de onde serão retiradas as misérias e desgraças para o mundo, como castigo para os humanos? Seria um mundo pra lamentar... Existirão muitas histórias, não tão infantis, a serem reveladas? Materiais jornalísticos explosivos? Revista de menino brincando já está nas bancas e com imagens reveladoras, dizem alguns... Surgirão os caçadores no final da história apesar da ameaça da cestinha da loba? Só o futuro revelará o final da história que somos testemunhas e que não acabará amanhã. Era uma vez.... uma, duas, três... muitas crises pra lamentares.
Escrito por Corina às 13h54
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IMPRENSA E RESGATE DE VALORES
Se a imprensa falhou, falhou em quê? Uma idéia antiga sobre crédito e responsabilidade.
NOTA: Há sete anos, em primeiro de novembro, dia de Todos os Santos, nossa mãe - minha, da Marne e do Nemar -partiu. Faço essa homenagem com saudades, à mulher do Negus, político do interior do RS, à mãe carinhosa, avó e bisavó atenta e educadora, que sempre foi, e ainda é, por suas idéias, ao publicar nesse blog, que ela não chegou a conhecer, uma das ultimas páginas que escreveu.
Primeira Parte
Resgate dos valores humanos
A Criança e o Correio do Povo
Lulú Costa (minha mãe)
Como é bom! A criança crescendo num ambiente onde se aprende valores da vida: crédito, honestidade, sinceridade, respeito.
Ano de 1916, tinha cinco anos. Minha Avó deu-me o Correio do Povo; fiquei contente, ele era “cor de rosa”, eu gostava, achava bonito. Ela mandou ler porque “é um jornal que merece nossa admiração”. É criterioso, honesto, respeitoso, sincero, amigo.
Naquela idade, não entendi o significado dessas palavras, porém nunca as esqueci.
Minha avó era amiga de D. Dolores, esposa do fundador do Correio do Povo, que era amigo de meu Avô, José Canuto Cardozo, professor e matemático. Depois de viúva, com dificuldades financeiras, minha Avó recebia o jornal gratuitamente.
Nasci, e perdi minha mãe com 30 dias; minha Avó criou-me sempre com muito carinho e ensinando-me o que era bom. Ela comparava a mulher com o vidro: “procura sempre conservar-te por inteiro”.
Os anos passaram e, em 1926 minha avó faleceu. Quem tirou o caixão da sala foi o presidente do Estado do Rio Grande do Sul, Antônio Augusto Borges de Medeiros, que era amigo de meu avô. Primeira palavra que lembrei: amigo. É aquele que não nos esquece nos momentos tristes, nas horas amargas da vida. Compreendi uma das palavras que vovó me ensinou com 5 anos. Eu, agora, estava com 14. Achei tão lindo conservar amizades, anos após anos.
Várias casas comerciais fecharam suas portas dando oportunidade aos seus funcionários para prestarem homenagem a essa mulher formidável que havia falecido. Farmácia Fischer, Lopes Dias, Bordado Suisso, Annes Dias, Casa das Sedas, Casa Amorim, Casa Masson e outras que nem me recordo.
Estou escrevendo no dia 2 de Abril de 1999. No dia 29 de Junho, fará 73 anos que ela morreu e eu me lembro de suas palavras quando eu tinha cinco anos.
Escrito por Corina às 18h13
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IMPRENSA E RESGATE DE VALORES
Se a imprensa falhou, falhou em quê? Uma idéia antiga sobre crédito e responsabilidade.
Segunda parte
Resgate dos valores humanos
A Criança e o Correio do Povo
Lulú Costa (minha mãe)
Com sua morte, compreendi o que significava a palavra crédito. Vinte e quatro horas após a morte de minha avó, a filha, Tia Corina, que era secretária da Escola Normal, hoje Instituto de Educação em Porto Alegre, mandou publicar no Correio do Povo que se alguém se achasse prejudicado com a morte de Francisca Saraiva Cardozo, ela pagaria.
Ela me chamou, e novamente ouvi a mesma palavra, ao dizer-me que crédito não era só usado na parte financeira. "Quando se fala alguma coisa, somos responsáveis pelo que falamos.” Aprendi mais um valor na vida.
“Agora terás que me respeitar”, algo que também aprendi. Na falta da vovó, ela tornou-se a responsável pela casa.
O que me levou a escrever essas recordações foi ver a falta de respeito de pessoas que ocupam cargos, hoje, o descrédito do povo para com seus políticos e a falta de amizade no mundo. Como, na véspera do século XXI, pode haver pessoas que desconhecem a palavra respeito, amizade e crédito?
Quando me criei não havia desconfiança como hoje há. Que pena! Depois de aprender tantas coisas boas. Tive ótima assistência espiritual com o Frei Pacífico quando fui internada no Colégio Sevigné. Quase fiquei freira. Mas depois que tirei o magistério - sou da turma de 1931- recebi o diploma e vim no dia 4 de Abril de 1932, como professora efetiva, trabalhar na terra onde nasci e de volta para casa do meu pai em Rio Pardo. Ele me ensinou muita coisa , era uma pessoa que o “fio do bigode” valia como documento; uma pessoa formidável. Era espírita mas apesar de idéias diferentes nunca houve uma discussão, ambos gostávamos de Paz!
Agora tenho a parte importante da minha vida: casei, tenho três filhos formidáveis! Dez netos e sete bisnetos. No ano de 1997, em novembro, eu completaria 64 anos de casada. Fiquei viúva no dia 10 de março daquele ano, mas tenho certeza que cumpri todos os ensinamentos da vovó. Apesar de morar sozinha, 88 anos, sou feliz, falo diariamente pelo telefone e continuo lendo o Correio do Povo, que vem me acompanhando durante toda a vida.
Escrito por Corina às 17h50
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DAS BANDEIRAS EM SEGUNDO TURNO
Dando bandeira...
“Salve lindo pendão da esperança”... Os mais jovens talvez nem conheçam o Hino. Talvez nem saibam o que seja pendão. É bandeira, homenageada pelas palavras do poeta Olavo Bilac. Nossa linda bandeira, justamente, porque é da esperança. Há o verde esperançoso e o céu estrelado no infinito. Mais adiante o hino ainda afirma que o símbolo é “augusto da paz”. Augusto, sublime, majestoso e respeitável. Paz pela vocação do nosso povo. Sublime vocação : diversidade como berço primeiro e encontro das diferentes culturas compondo a sociedade. A sociedade, hoje, em segundo turno, parece esquecer isso. Pela escola, somos lembrados que novembro é o mês da Bandeira. Sem dar muita bandeira, porém, para o sentido do hino. Isso ocorre até com o Hino Nacional, quando se aprende, no máximo, a cantar. E salve-se quando é aprendido totalmente! Os versos são repetidos como tabuada. Decorado e ainda sem poder cantar usando os dedos. E, cheio de dedos estamos com o momento atual. Uns demais e outros de menos.
A eterna vaidade
O segundo turno não está trazendo nem esperança nem paz. Candidatos entre si, e eleitores, por reflexo fiel, estão se odiando. Lembro da candidata que falou que os dois partidos que sobraram tinham uma história de amor e ódio. Fala-se no aspecto passional. Na indignação e na raiva com ironia. Pelos debates, instala-se um poder personalizado revestido de antagonismo. Não se discute o que interessa, a vaidade tem mais pressa. Parece que as coisas estão sendo criadas por poucos, somente hoje, e não frutos de uma história, onde muitos cooperaram. O que difere é apenas as cores dos pendões dos partidos. As práticas são as mesmas. Pende-se para armações, armadilhas e malhos dos dois lados. Abacaxis, laranjas e certos “bananas”. Alianças, apoios que escandalizam. Inimigos no passado que são aceitos em nome do segundo turno. Idéias propostas num tal de “copia e cola” que dá o tom virtual dos trabalhos estudantis. Um fala hoje na proposta e o outro cola no programa seguinte. Letreiro com pouca imagem. Imagens, sempre as mesmas. Depoimentos coletados, argumentos que apelam para o emocional ou o racional. A tática dos “marqueteiros” tenta reforçar um ou outro lado do cérebro. A decisão do eleitor traz sempre juntos os dois. A decisão é tomada a partir de informação e sentimento. A razão e a emoção nos oferecem o filtro pessoal pelo condicionamento, história pessoal e pela reação no momento. A informação é coletada e vem de fora, e nós organizamos e a lemos de acordo com nossa razão e emoção. O sentimento é o que temos dentro de nós. O que perdura. O que é mais permanente do que a emoção. Nossos questionamentos são respondidos pelas informações. Nossos sentimentos são as nossas memórias afetivas e expressam nossos valores. Aquilo que rompe nossa indiferença. Os símbolos estão nos sentimentos. Os dados estão nas informações.
Cidadania sentida
E sentimento é diferente de emoção. Emoção é passageira. Eu não vivo a emoção da cidadania. Nós vivemos o sentimento de cidadania. Meus sentimentos e as informações me mostram que as semelhanças entre os candidatos são em maior número do que as diferenças... Então... “Por que me odeias tanto se eu nunca fiz nada para te ajudar?” Um ditado árabe que pode ilustrar a crise atual. O ódio entre os candidatos, travestido de ironia e repleto de rispidez, vem se espalhando entre os eleitores. Isso é risco e perigo. Perigo de exclusão, risco de violência entre cidadãos. Jornalistas comentam parecer briga entre torcidas de futebol. Tenho sentido nas redes virtuais de que faço parte que uns não estão conseguindo respeitar os outros. Demonstram um desagrado feroz se as idéias não são elogiosas a seu candidato. E quando são favoráveis, há um acordo mútuo para atacar os do outro lado. Sempre me desgostou a polarização, sem confronto leal. Ou um, ou outro. Segundo turno é prejudicial para a paz no social. Antes tudo fosse resolvido de uma vez só. O mais votado entre muitos. E acabava de uma feita. Voto obrigatório da democracia e esperança com paz da bandeira para a Re-pública, se ainda for coisa pública.
Escrito por Corina às 17h56
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POLITICANÁLISE: ARMA, ARMADILHA, ARMAÇÃO
Inspiração Freudiana e surtos eleitoreiros
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"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons" (S. Freud) |
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No horizonte, outra crise apontou. Desapontamento da sociedade que pergunta: outra vez? Por aqui, está vezeiro certo tipo de acontecimento. Vazam informações, criam-se histórias e despontam personagens. Histórias com nomes desconhecidos e nomes conhecidos e até reconhecidos pela história. Personagens surgem, novos e velhos, porém continuam desconhecidos ainda os fatos. Fatais argumentos surgem, enfáticas e espalhafatosas personagens entram e saem de cena. Cine-teatro da vida real: alguns insurgem e surtam. Tudo dramático e de uma vez. Por vezes, situações quase psicóticas: idéias fixas e obsessões. Um dos personagens recentes pode inspirar, fixamente, um momento proveitoso para análise. O indivíduo analisado revela-se e pode-se transformar, caso aproveite bem a teoria e a prática de Freud. Se dói, ou não dói, pouco importa. Doa a quem “duela”! Numa “politicanálise”, o paciente ou candidato poderá ser atendido mesmo fora do divã. Divagações pessoais ajudam no entendimento do atual e complexo contexto. É possível tentar entender a complexidade, sem personalizar um paciente em particular. O “paciente” e seus complexos, qualquer que seja o “candidato” escolhido pelo leitor. Leia-se também “partido” como “família”. Sem conotações com máfia ou outras divagações. O convívio na família, com suas regras, ou na ausência delas, sempre afeta o paciente candidato. No contexto afeito, a análise da família revela a não existência de padrões éticos de comportamento. Vale tudo para conseguir os objetivos pretendidos. Talvez, menos objetivos, e, mais, desejos, e, algumas vezes não confessáveis que geram surtos recorrentes. Surto pode ser definido como desejo intenso, ambição, cobiça, segundo o dicionário do Aurélio. Onde estão os planos e projetos dos pacientes e candidatos nas famílias e partidos, com o objetivo de construir melhores relações com os pais ou País? Desejos traduzem aspectos individuais, presos ao ego através de vaidade, poder, egoísmo. Podem levar à corrupção, a pegar em armas, criar armadilhas ou fazer armação.
Qual a terapia para mudança?
Corrupção está largamente presente nas ultimas lições aprendidas e serve para decomposição da ética. Armas são apreendidas nas liças em fronteiras, transportadas por homens e mulheres, e servem para matar. Armadilhas são proibidas em nome da proteção ao meio ambiente e servem para capturar animais em extinção. Armação é coisa arranjada para parecer o que não é. É trapaça. É violência, assim como armas, armadilhas e corrupção. Há violência real na sociedade e também simbólica. Armas podem ser usadas para matar credibilidade e dignidade. Armadilhas para capturar, no passado ou presente, fatos para extinção de pessoas. Armação feita de papel: dossiê de uns contra outros: um monte de papel e um baita papelão! Arma, armadilha, armação. Por que os “pacientes” e suas “famílias” não preparam planos e projetos para a construção do novo? Parar de construir novos bodes expiatórios que assumem, mas somem, em seguida. Através da terapia, são realmente identificados aqueles que recebem a culpa das coisas erradas que acontecem na “família”, qualquer que seja ela. É possível que os partidos estejam fragmentados, repartidos e perturbados com os erros cometidos. O grau de perturbação analisado revela muitos complexos na estrutura da “família” do “paciente”. Mediante a análise das crises vividas, a terapia pode gerar um plano para superar os erros. Mas quando isso irá acontecer? Não se tem descanso, nada é superado, não se avança. Estamos cansados de tantas armações, armadilhas e armas. Será um carma potente e coletivo que tem de ser vivido pelo Brasil? Impotente fica o povo diante de tanto descuido. Temos de cuidar dos surtos que se repetem. Não esquecer e tratá-los numa terapia de análise eleitoral ética.
Escrito por Corina às 11h57
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ÉTICA, EST-ÉTICA E COSMÉTICA

II Parte
No salão Via Brasil
Às vezes, me pergunto se a televisão fosse colocada na cozinha, ao invés da sala ou quarto, será que ficaríamos mais aguçados, menos sonolentos, com mais tempero? O controle remoto parece anestesiar nossa vontade de apagar o que estamos vendo e ouvindo. Quando fazemos alguma ação, com ele na mão, só mudamos o canal. Diga-se de passagem, que os “donos do salão” mudam os canais com muita rapidez, automaticamente, sem nem pensar no programa. As mulheres não possuem tanto esse hábito. Mas os serviços estéticos e cosméticos estão aí para todos. A vaidade está presente nos gêneros humanos. Um bom corte, uma maquilagem, aquela aplicação de botox, tudo ajuda a melhorar a aparência, a embalagem. Pode-se alongar ou reduzir, fazer caras pintadas ou mascarar as caras, erguer o que está caído, até diminuir futuras dores de cabeça. E qual a nossa atitude? Desistir por encontrar a mesmice em todos os canais. Será a técnica de recebermos imagens prontas, e, não somente vozes, que nos impede de pensar e imaginar? Lembro da “Voz do Brasil”, programa que se perpetuou no rádio, habitualmente ouvido pelas famílias. Cada vez pensamos menos no Brasil (coloque a vírgula se preferir). Vemos tv sem atitude crítica de ética, não exigimos a estética e nos conformamos com a cosmética. Absorvemos notícias ou suas versões, novelas e filmes enlatados; vemos e ouvimos opiniões de formadores que pretendem desmascarar hipocrisias, jogando fora a criança com a água do banho. Essa deve ser trocada, mas sem sacrificar a criança que ainda existe no povo. A esperança da ética. Queremos programas inteligentes, estéticos e éticos. Quem pode pagar a assinatura e têm acesso aos programas políticos ao vivo, acompanham as CPI’s. Mas cada uma delas é apenas um capítulo da mesmice. Culpas não assumidas e desculpas esfarrapadas. Vaidades nas mais diversas idades. Omissões claras e missões nebulosas. Cosmética mais do que ética. Cortes produzidos tecnicamente e recortes mal feitos, intencionais. A atitude crítica não é desenvolvida se nos acomodamos e nos “com- formamos” diante do que nos é oferecido pela mídia televisiva. Tudo é cosmeticamente apresentado. Raras são as exceções. E quase sempre nem dá tempo para descobrir onde estão as exceções. Seja pelo automatismo, conformismo ou pela preguiça. A preguiça faz parte do humano. Já dizia Ortega y Gasset que é a preguiça que cria a técnica. Utilização do melhor recurso para se fazer uma coisa, mesmo que seja a mesma coisa que se fazia anteriormente. Aí está a web, com pouco poder de mudança, por nossa culpa, e daqui a pouco teremos a tv digital. A mão que está fraca para apagar a televisão ou mudar o canal, e a cabeça que não pensa, são as mesmas que votam. Vamos de-votar- nos ao Brasil, pensar e agir. Buscar dentro de nós a forma de ajudar a construir uma nova ética. Não quero aceitar a troca de ética por cosmética!
a chamada é apenas ilustrativa e simbólica. Não existe referência a algum empreendimento que possa existir com o mesmo nome, assim como todas as imagens reproduzidas no salão: cedidas e editadas, ou, capturadas em sites de internet.
Botox pode ser usado para prevenção da enxaqueca: estudos recentes mostram que o uso da toxina botulínica, conhecida como botox, pode ser usada na prevenção da enxaqueca com bons resultados clínicos. A aplicação é feita em pontos além dos que são regularmente feitos em dermatologia estética, normalmente apenas na testa. Para melhores resultados com a enxaqueca, deve-se aplicar nas regiões temporal, occipital e muitas vezes na região cervical. Capturado no site www.cefaleias.com.br em setembro de 2006
Escrito por Corina às 13h27
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ÉTICA, EST-ÉTICA E COSMÉTICA
I parte
Muita parada no pedaço
Hoje, sete de setembro, após uma “parada”, não só a de hoje, que ocorre nas vias do Brasil, volto a escrever. Penso sobre o quê das crises está surgindo como novo (minha intenção primeira neste blog). Depois de tanto tempo mergulhado em crises, será que o povo vai sair seco? Algumas poucas coisas mudaram, mais na forma técnica do que na atitude, e outras estão paradas. Quando falo em “parada”, lembro um dizer jocoso (que provocava riso) sobre a parada da semana da Pátria. “O dia da parada é o dia das lavadeiras: só tem tanques e trouxas na rua.” Hoje, tanques já não estão tão presentes, nas vias do Brasil, mas “trouxas” parecem que se conservam e até aumentam em número. Trouxas de vários tipos. As lavanderias automáticas tomaram o lugar das lavadeiras de beira do rio. A água ficou mais poluída, alguns rios secaram. Muito sabão novo apareceu, se bem que não lavam melhor ou diferente, apesar das embalagens modernas e marcas de legendas históricas. Algumas descartáveis. Outras, muito poluidoras. As redes, alimentadas pela internet, aguçam trocas de idéias, de sentimentos e até de sensações sexuais (pelo que se anuncia). Mas, pouco ainda é mudado no social através da comunicação em redes e devido à mídia. O hábito de ouvir e comentar programas de rádio, em torno da mesa da cozinha, como momento de convívio familiar desapareceu. A TV invadiu a família e parece que ficamos anestesiados, sentados no sofá ou recostados na cama, sorvendo um “medley” (mixórdia, miscelânea) de violência vivida e registrada em todas as áreas da sociedade mundial. Nos programas há falta de estética (mostrar o belo que suscita a diversidade de emoções e sentimentos) e ética (mostrar atitudes reguladoras da cultura que visam proteger os seres humanos do egoísmo de suas próprias vaidades e das vaidades dos outros).
Escrito por Corina às 16h24
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O BRASIL SÓ CAMPEOU E TRUMBICOU-SE
EM TRÊS PARTES
primeira parte
O “coach ar” com grilos na cabeça
Brasil campeou e não teve tempo de ser feliz. Ao campear, andou pelo campo à procura de alguma coisa, sempre a vagar. Os jogadores vagaram à procura da bola e à procura dos outros jogadores. A equipe não se equipou. O time foi tímido. Não houve comunicação em campo. Quem tardou e falhou, desta vez, foi o bando de jogadores isolados, que não encontraram... nem a redonda, apesar do quadrado mágico, nem os colegas para fazerem os passes. Quem tardou e falhou na estratégia foi o “professor” que não educou, além de treinar. Passou-se o tempo e o grito de Hexa ficou preso na garganta do brasileiro. Perdeu-se a taça e o copo, ou caneco, ficou cheio de cerveja na Alemanha. Não vamos cuspir no copo em que se bebeu cinco vezes. Na sexta vez, com a taça, teria sido o máximo. Mas não deu, nem para o mínimo, aquele do salário: pequeno desempenho com muito empenho para não acabar logo. Logo acabou a Copa. Qual a lógica? É triste, mas não vai acabar nem com os jogadores nem com o povo. Os jogadores ganham bem, aqui e acolá, antes e depois, em suas tantas seleções. O povo continuará a campear, eternamente, à procura de ídolos e líderes, aqui e acolá, antes e depois das eleições. Já sabemos que a vaca foi pro brejo. Até agora, no futebol. Comer sapos para não beber a lagoa toda, já estamos acostumados, tanto no esporte quanto na política. “ Sem o coaxar dos sapos ou o cricri dos grilos, como é que poderíamos dormir tranqüilos a nossa eternidade? ” Ah! que saudades de Mário Quintana em seus Esconderijos do Tempo. Esconder-se do tempo nunca foi possível. O tempo passou, com algumas posses de bola e com poucos passes de finalização. Com muitos grilos na cabeça, afinal, pergunta-se: porque não foi possível ter sucesso na campanha? Outros perguntarão a mesma coisa após as eleições. Mas seleções, onde apenas alguns são eleitos, sempre existirão, aqui e acolá. A Copa continua, é a mensagem da tv, com “cobras e lagartos” em comentários de esporte e nos capítulos da novela. A novela da Copa deve continuar. O show não acabou. Patrocinador, programa de esporte, público, publicidade... Para Tudo há um preço. Quem vale agora o apreço do brasileiro? Portugal e sua família Scolari, a escola de nosso ex coach, com as saudades de todos. E ao falarmos d`escola, podemos colocar na balança o peso dos erros para aprender com eles. As coisas estremecerão um pouco e vão balançar, mas nem tudo que balança cai. Balançará o coach dos canarinhos?
Escrito por Corina às 12h44
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O BRASIL ZI DANOU-SE CHEIO DE TALENTOS
segunda parte
Eternidade não é documento
Olhando-se o arder da fogueira das vaidades o tempo todo, vamos tentar um balanço dos aprendizados, sem procurar queimar ninguém. Refletir sobre o que aconteceu, como milhões de observadores, coaxando desde o brejo, junto com sapos e vacas, sagradas ou não. Apenas diminuir os grilos em nossas cabeças, depois da queda, que não foi da Bastilha, e aprendendo sem gana alguma. Valores individuais não fazem mais a diferença. No máximo, enfeitam uma equipe. Bonito, um canarinho só não faz, verão! Em qualquer estação do ano, educadores sabem que competência técnica tem que estar junto com atitude. Empenho e desempenho juntos, irremediavelmente. Cabeça clara, pé em prontidão e coração com calor. Estar junto não quer dizer um grupo de pessoas ao lado uma das outras. É necessário compartilhar, é essencial colocar a bola em jogo. Querer aparecer individualmente, em nome da fama, só em momentos brilhantes, “jogar para a torcida”, desarma e desarticula o time. Armar jogadas é importante e para isso existem os treinos. Jogar com amor é essencial nas partidas pra valer. Golpe de sorte é sempre aleatório, mesmo que Deus seja brasileiro. Ele não joga, mas fiscaliza há muito tempo. Uma eternidade! Idade não é documento, quando existe jovialidade e ânimo.
Show de celebridades ou banco de talentos?
Parece ser desejado que ao final de carreira a pessoa enfraqueça seu desempenho. Zidane mostrou que isso é preconceito entre gerações. É por isso que se diz que alguém deve pendurar as chuteiras? De todas as cores? Pretas e amarelas? Jogadores que amarelam, são os mais velhos, ou aqueles pressionados pela tática de erro zero? Isso é conformidade para máquinas e produtos. Gente, processo, serviço e arte são diferentes pela natureza. O Brasil ‘zi danou-se” porque tanto os novos, quanto os mais experientes, não se empenharam igualmente. A seleção trumbicou-se porque não se comunicou com afeto. Afetaram-se uns, individualmente, como “Celebridades”, que até já saiu do ar. Num time, não pode haver celebridades, é preciso cérebros, técnica, arte e paixão. Na escola, na empresa e em campo. Faltou isso, falhamos na harmonia do conjunto. Esperava-se que o time fosse aprovado por média e desse aula na academia de futebol. O que ocorreu foi a reprovação. Houve acompanhamento e avaliação para corrigir e melhorar o desempenho? Foi escalado, talvez, um grupo que levaria a bandeira, sem mudanças, com sucesso garantido pelas biografias individuais. Hoje, entre nós, pela experiência política, a história passada não conta tanto. O presente faz o futuro. Se o professor elege alguns alunos para serem os sucessos e demonstra isso em suas atitudes, a motivação dos demais diminui ao extremo e diminui a afetividade entre todos. Passar a bola para os companheiros, enfrentar as barreiras dos competidores, superar os obstáculos em campo, é missão dos que jogam na escola da vida e do futebol e pode garantir o sucesso. Como trabalhar com o sucesso, sem pressionar? É preciso coragem, flexibilidade e humildade para fazer o que é necessário: mudar. Em time que não está ganhando se mexe. Até no que está ganhando. É assumir que todos podem vir a ser parte do sucesso da equipe, se forem dadas oportunidades. Não cultivar vaidades e ao mesmo tempo estar ciente de que sucesso é um momento, é passageiro, não se acumula em banco, muito menos de talentos. Para uma boa gestão, busca-se contabilizar e valorizar os desempenhos de todos, com suas melhores competências para harmonia no coletivo e treina-se, desenvolvendo sempre para superar as dificuldades do grupo. Então, o sucesso poderá ocorrer.
Escrito por Corina às 12h35
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O BRASIL CAMPEOU, TRUMBICOU-SE E ZIDANOU-SE TODO
terceira parte
Do sol nascente ao serviço à francesa
A lógica matemática, aplicada à educação de talentos humanos, demonstra que as competências individuais são somadas e multiplicadas, se articulam e se combinam no time, aumentando a potência do desempenho coletivo. As dificuldades devem ser divididas para diminuir a sensação de isolamento e obter o fracionamento dos problemas pelo conjunto. Quando não se sabe o que fazer em campo, a escola nos ensina que é para chutar. Só se chuta quando o erro não incomoda. E de repente, se acerta no alvo, no goal. O time tímido, com medo de errar, já é roubada certa. Quem rouba a jogada do outro porque se julga superior, já teve um desempenho inferior e não cooperou com sua equipe. Quem não está à vontade em nova posição, precisa ter espaço para fazer suas jogadas usando o melhor de seu talento. Estatística e superstição tiveram um espaço enorme na campanha. Estatística quando é usada sobre os indivíduos para projeções e previsão de recordes está mais para Guiness do que Esporte. Mais atrapalha do que ajuda em campo. Chutes de gurus, presságios e pressentimentos, amplificados pela mídia, também entram em campo na mente dos que estão competindo. A sensação de perda, o medo da crítica, paralisa, traz apatia.Tal ocorre em vestibulares e em campeonatos. O suporte psicológico é vital para diminuir os efeitos do estresse acumulado. A escola do Felipão tem esse apoio para a vibração em conjunto. Para nós, faltou coração, tesão e o ânimo de ser brasileiro. Comemorar momentos é importante. Recordar na memória, em conjunto. Celebrar todos, não somente as celebridades, que se esvaem no tempo. Muito tempo fora do Brasil pode levar à aculturação e perda do espírito coletivo? Cabe uma pesquisa a respeito. O que sentimos é que não foi um time brasileiro, como conhecíamos, que campeou, campeou, e perdeu o campeonato mundial de futebol. A tônica da campanha na Copa foi sem vibração, treinos à parte, com maior brilho. Ao passar pelo sol nascente, parecia que alguns raios de esperança haviam brilhado, porém só restou à nossa seleção despedir-se à francesa. Au revoir! Até 2010!
Escrito por Corina às 12h09
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JOGADORES EM CAMPO
Tática e estática
Desportistas e políticos sem posição definida. Nem à esquerda nem à direita. Qual o proveito do quadrado mágico dos “cobras” na copa dita da saúde? Como está o quadro da desdita da saúde com os aproveitadores “chupa cabras” , entre tantas mágicas de gatos, de cegueira do povo e de chefes malandros? Lembro do Gato Félix, do Mister Magôo e do Manda Chuva, personagens de desenho animado na TV. Este era um simpático ceguinho que pensava enxergar muito bem, tropeçando, caindo e levantando sempre. O Gato resolvia as situações mais difíceis com suas ferramentas inusitadas. E o Manda Chuva, também gato, tinha um bando para fazer malandragens. A situação é esta mesma: o que se pode observar com clareza e o que não é possível ainda ver. Quem é o bando ou o time e o real manda chuva. Como obter ferramentas para criar a tática de escolha na política e no futebol, usando a estática para estudo do equilíbrio dos corpos sob a ação de forças, nas duas campanhas. Às vezes, nem a tática ou a estática muda alguma coisa em qualquer campo. Faltam quadros embora haja tentativas isoladas. Parreira, uvas e raposas. Às vezes, as uvas parecem verdes. Passa-se por elas e não as vemos ou as desconhecemos.
Problemas na posição, devido ao excesso de pressão? Vamos esclarecer a situação: somente o resultado interessa, ou, é a campanha toda que se quer criativa e que se deseja prazerosa? Atenção: na partida com o Japão, que acabou agora, tivemos resultado e criatividade. De hora em hora o Brasil sempre melhora!
Telefones musicais
Os políticos possuem seu jogo e os desportistas adotam uma política. Em ambas as categorias, os jogadores podem ser caracterizados como telefones: fixos ou móveis. Existem dos dois tipos nos campos. Os plantados, há tanto tempo, que nem se movimentam mais e sabem que estão garantidos na seleção, por hábito ou mérito atribuído pelos que os escolhem. Os móveis ou celulares, encontrados nas mais variadas posições, deslocados com rapidez, mais leves e fáceis de serem levados. Cumprem inúmeras funções e participam de células variadas, recebendo e disparando torpedos. Ficam no banco ou em qualquer pasta, desde que ali colocados, estão sempre prontos quando chamados. Do ponto de vista musical, podem ser agrupados ainda como jogadores populares ou clássicos. Pressões são feitas sobre os mais populares que também podem ser os clássicos. Lembrando o Dicionário do Aurélio: “Clássicos são aqueles famosos por se repetirem ao longo do tempo e Populares são aqueles agradáveis ao povo e que tem as simpatias dele.” Muitos craques e políticos apresentam as duas características. A história não nos deixa esquecer Pelé e Garrincha; Vargas e JK.
Naturalmente fabricados
Psicologicamente e fisicamente são triturados pelas pressões de alguns, que buscam transformá-los de ídolos clássicos-populares em líderes, ou, até em heróis, quando não em bandidos. A extração de uma categoria para outra é feita a fórceps, o que pode danificar cabeças e corações. O ídolo representa o símbolo de uma preferência popular. Um líder é identificado pela capacidade de aglutinação das pessoas em torno de funções, relações, ou idéias. Nem todo o ídolo é líder. Líder não precisa também ser ídolo. E o herói, diferente de líder ou ídolo, é uma pessoa extraordinária por seu valor e magnanimidade, devido a suas ações e atitudes. Os três devem cuidar para não serem sacrificados nos diversos campos do jogo coletivo da vida. Dependendo de como são envolvidos na história, podem se tornar bandidos. Suas trajetórias são naturalmente diferentes e não podem ser artificialmente fabricadas, seja na política ou futebol. Dar ao ídolo o que é do ídolo: Aos ídolos Ronaldos o que é dos Ronaldos; a Kaká o que é de Kaká; idem a Dida e a todos os “Césares” (de Augusto a Adriano na Roma antiga).
E onde estão os líderes no campo da política, no Brasil novo? O que se dará a eles se forem localizados? A seleção na eleição de outubro.
E aos heróis? Nossa lembrança na história.
E quando os jogadores brasileiros conquistarem a Copa? Esquecemos tudo e vamos às ruas saudar nossos ídolos - heróis e o líder Parreira. Será que não? Eu quero ver.
Escrito por Corina às 16h43
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